
Precisamos brindar à saúde. Não o fazemos, eu pelo menos não. A não ser na hora errada, quando estou doente, como agora. É incrível a incapacidade que temos de perceber o que é bom antes que se acabe. Por vezes, parece que chegamos a acelerar o ocaso da satisfação para que, com a indisposição, venha junto uma vontade de partir para outra, melhorar, voltar ao estado anterior, que abandonamos voluntarimanete.
Olho os Estados Unidos. Um trilhão de dólares. Dinheirama incalculável. Tudo para emprestar a aventureiros que, subsidiados, vão comprar títulos podres de bancos para, no futuro, se tudo der certo, receberem algum lucro. Quem sabe eles voltem ao que eram. Houve um tempo em que dinheiro era dinheiro, em que a economia real superava o mundo de Alice das finanças. Foi uma mudança brusca. No começo era o escambo, a troca de produtos. O dinheiro, quando surgiu, era argila, na babilônia, mas dos chineses pra cá, lá por volta de 1000 antes de Cristo, ele passou a ter um valor real. As moedas eram de metal e tinham o seu valor nele calculado. Chega o século XIX e com ele o chamado padrão ouro. Havia que se indexar a moeda a algo real, de valor mensurável. A partir de 1944, com o Bretton-Woods, essa correspondência era de U$ 35,00 para um onça trey, cerca de 31 gramas de ouro. Tudo muito bom, tudo muito bem, até que um renomado burro, Richard Nixon, em 1971, decide romper com o padrão ouro, que já estava solidificado internacionalmente desde o pós-guerra. Surge a moeda fiduciária, sem valor real. Economia baseda, quem diria, na confiança. E como eles confiaram. (justo em Nixon, aquele mesmo do Watergate)
Olho os Estados Unidos. Um trilhão de dólares. Dinheirama incalculável. Tudo para emprestar a aventureiros que, subsidiados, vão comprar títulos podres de bancos para, no futuro, se tudo der certo, receberem algum lucro. Quem sabe eles voltem ao que eram. Houve um tempo em que dinheiro era dinheiro, em que a economia real superava o mundo de Alice das finanças. Foi uma mudança brusca. No começo era o escambo, a troca de produtos. O dinheiro, quando surgiu, era argila, na babilônia, mas dos chineses pra cá, lá por volta de 1000 antes de Cristo, ele passou a ter um valor real. As moedas eram de metal e tinham o seu valor nele calculado. Chega o século XIX e com ele o chamado padrão ouro. Havia que se indexar a moeda a algo real, de valor mensurável. A partir de 1944, com o Bretton-Woods, essa correspondência era de U$ 35,00 para um onça trey, cerca de 31 gramas de ouro. Tudo muito bom, tudo muito bem, até que um renomado burro, Richard Nixon, em 1971, decide romper com o padrão ouro, que já estava solidificado internacionalmente desde o pós-guerra. Surge a moeda fiduciária, sem valor real. Economia baseda, quem diria, na confiança. E como eles confiaram. (justo em Nixon, aquele mesmo do Watergate)
Muito crédito, poucos juros, eo país foi crescendo, crescendo ... Até que a bolha explodiu. Agora, a economia financeira precisa voltar ao que era. Tornar-se economia real. Aquela que os chineses instituiram há coisa de 3000 anos. E olha os chineses onde estão.
Esses dias ouvi, aqui no Brasil, falar-se do FMI como um herói, um cavaleiro andante que poderia reestabelecer a saúde global...
Lamentável. Sob dois aspectos, pelo menos. Primeiro: hoje, o FMI, com seu caixa de U$ 250 bilhões, não dá nem pro cheiro numa economia arrasada na qual, entre pacotes e mais pacotes, só os países ricos já injetaram cerca de U$ 12 trilhões para tentar minorar um prejuízo que, estipula-se, passe dos U$ 50 trilhões. Como cavaleiro andante, mal chega a um Dom Quixote em andrajos. Segundo: não queríamo stodos nos livrar do FMI? A verdade é que conhecimento acumulado é necessário. E o FMI tem conhecimento acumulado em gerir crises dos outros. Não tem tamanho para gerir a crise que aí está, mas tem Know-How.
Esses dias ouvi, aqui no Brasil, falar-se do FMI como um herói, um cavaleiro andante que poderia reestabelecer a saúde global...
Lamentável. Sob dois aspectos, pelo menos. Primeiro: hoje, o FMI, com seu caixa de U$ 250 bilhões, não dá nem pro cheiro numa economia arrasada na qual, entre pacotes e mais pacotes, só os países ricos já injetaram cerca de U$ 12 trilhões para tentar minorar um prejuízo que, estipula-se, passe dos U$ 50 trilhões. Como cavaleiro andante, mal chega a um Dom Quixote em andrajos. Segundo: não queríamo stodos nos livrar do FMI? A verdade é que conhecimento acumulado é necessário. E o FMI tem conhecimento acumulado em gerir crises dos outros. Não tem tamanho para gerir a crise que aí está, mas tem Know-How.
E eu aqui, com essa dor no corpo, esses calafrios, falando de economia...
Mas é revltante ver o que os Estados Unidos fizeram com eles e com o resto do mundo de quebra. É reconfortante ver que os efeitos sobre o Brasil não são tão intensos, pelo menos ainda não. Mas também não podemos pensar que é uma marolinha, como alguns por aqui tem chamado o tsunami financeiro que está devastando o planeta.
Quero minha saúde de volta. Quero dinheiro, diversão e arte, como apregoavam os velhos e, naqueles tempos, bons Titãs. Quando estamos doentes vamos ao médico. É preciso que um especialista intervenha. Para que as finanças do mundo recuperem sua sanidade, precisaremos de especialistas, estejam eles no FMI ou no encontro do G-20.
É preciso saúde financeira. O capitalismo é uma porcaria, mas sem ele, as coisas não funcionam. Lula promete um milhão de casas construídas. Os pobres pagariam R$ 50,00 por mês e, ainda assim, só quando já estivessem sob o novo teto. Muito bem. Excelente projeto. Gera empregos, pois a construção civil o faz como poucas indústrias; dá oportunidades e combate a crise por aqui. É preciso, no entanto, que do discurso se vá à prática. Creio que a intenção, de fato é essa, mas o caminho que separa boas intenções de realizações louváveis é longo.
Quero minha saúde de volta. Quero dinheiro, diversão e arte, como apregoavam os velhos e, naqueles tempos, bons Titãs. Quando estamos doentes vamos ao médico. É preciso que um especialista intervenha. Para que as finanças do mundo recuperem sua sanidade, precisaremos de especialistas, estejam eles no FMI ou no encontro do G-20.
É preciso saúde financeira. O capitalismo é uma porcaria, mas sem ele, as coisas não funcionam. Lula promete um milhão de casas construídas. Os pobres pagariam R$ 50,00 por mês e, ainda assim, só quando já estivessem sob o novo teto. Muito bem. Excelente projeto. Gera empregos, pois a construção civil o faz como poucas indústrias; dá oportunidades e combate a crise por aqui. É preciso, no entanto, que do discurso se vá à prática. Creio que a intenção, de fato é essa, mas o caminho que separa boas intenções de realizações louváveis é longo.
Hoje, no Brasil, os pobres são mais saudáveis. Têm mais dentes, comem mais vezes por dia. Saíram da miséria, em números reais do IBGE, "como nunca antes na história desse país". É verdade.
Todos querem e precisam de dinheiro, inclusive no senado, onde a farra segue. Descobriu-se que o senador Mão Santa contratou um diretor para a casa, cujo único serviço era caçar, no Piauí, um pistoleiro que atentaria contra a vida do parlamentar de discursos engraçados. Não vai na casa da república há dois anos, pelo menos. Um funcionário, que ganha seus R$ 17 mil líquidos comparou o senado brasileiro ao céu, não pelos seus santos, mas pelas suas benesses, sendo que lá a chegada independe da morte física. A morte moral, aí já são outros quinhentos. Mas quem falou em 500? No senado tudo se conta aos milhares. 10 mil funcionários para servir a 81 nababos. Salários também nesta casa. Concurso que é bom, nem edital sai. Quem não tem pistolão também quer bons salários.
Todos querem e precisam de dinheiro, inclusive no senado, onde a farra segue. Descobriu-se que o senador Mão Santa contratou um diretor para a casa, cujo único serviço era caçar, no Piauí, um pistoleiro que atentaria contra a vida do parlamentar de discursos engraçados. Não vai na casa da república há dois anos, pelo menos. Um funcionário, que ganha seus R$ 17 mil líquidos comparou o senado brasileiro ao céu, não pelos seus santos, mas pelas suas benesses, sendo que lá a chegada independe da morte física. A morte moral, aí já são outros quinhentos. Mas quem falou em 500? No senado tudo se conta aos milhares. 10 mil funcionários para servir a 81 nababos. Salários também nesta casa. Concurso que é bom, nem edital sai. Quem não tem pistolão também quer bons salários.
Saúde financeira. Sarney disse que vai colocar a casa nos trilhos. Uma consultoria vai fazer um diagnóstico e propor soluções. Saúde institucional.
E volando à saúde financeira, a Daslu vinha recupeando a dela. Depois do vexame de 2005, quando Eliana Tranchesi foi desmascarada, a loja decaiu. ano passado, se reerguia. O faturamento, na casa das centenas de milhões, os visitantes, incluiam o chic Valentino. Mas Tranchesi foi presa este ano. Dormiu no presídio. Uma noite apenas, mas dormiu. Foi atendida por médicos de alta qualidade, lá dentro. Eles vieram de fora, éclaro. Mas a mulher tem câncer, pelo amor de Deus. Quer a saúde de volta.
Preciso deitar, tomar muita água e uns remedinhos. Fiz sorologia para Dengue. Não é. Uma virose, dizem os médicos que me atenderam voando. Mas não sei seeles têm tanta certeza do diagnóstico que me deram, pois afirmaram que, caso minhas dores não passem eu retorne depois de amanhã. Enfim... Vi dois médicos diferentes. Não porque haja um cuidado imenso por parte do hospital, mas sim por conta da demora para receber o resultado dos exames que não me diriam nada, apenas que eu tenho uma virose. Qual? "Não sei", me responde a médica, que tinha acabado de entrar no turno dela e me repetia as perguntas que deveriam estar no prontuário à frente dela, que ela não lia, provavelmente.
Sou repórter, ontém estive no Hospital Geral Roberto Santos como jornalista e vi o atendimento prestado lá aos pacientes, com ou sem Dengue e viroses. Salas de espera cheias. Espera para fazer exames. Espera para recebê-los. Hoje, no hospital particular, me senti na mesma situação. Dá vontade de virar para o plano de saúde e vociferar: quero meu dinheiro de volta.
Em São Paulo, um sisteminha criado para protegero consumidor devolve parte da saúde mental deles. é uma espécie de cadastro onde constam telefones de clientes a serem repassados para operadoras de telemarketing. O motivo? PROIBIR que elas liguem para esses números. Acabo de receber, emnquanto escrevia aqui, mais uma ligação da GVT, a oitava. A sétima foi ontem. Quero, como os paulistas, a minha paz de volta. Quem diria. Um baiano invejando a paz dos paulistas...
Agora deixa eu deitar. Quero minha saúde de volta. E tomara que a GVT não me ligue enquanto eu estiver dormindo...
E volando à saúde financeira, a Daslu vinha recupeando a dela. Depois do vexame de 2005, quando Eliana Tranchesi foi desmascarada, a loja decaiu. ano passado, se reerguia. O faturamento, na casa das centenas de milhões, os visitantes, incluiam o chic Valentino. Mas Tranchesi foi presa este ano. Dormiu no presídio. Uma noite apenas, mas dormiu. Foi atendida por médicos de alta qualidade, lá dentro. Eles vieram de fora, éclaro. Mas a mulher tem câncer, pelo amor de Deus. Quer a saúde de volta.
Preciso deitar, tomar muita água e uns remedinhos. Fiz sorologia para Dengue. Não é. Uma virose, dizem os médicos que me atenderam voando. Mas não sei seeles têm tanta certeza do diagnóstico que me deram, pois afirmaram que, caso minhas dores não passem eu retorne depois de amanhã. Enfim... Vi dois médicos diferentes. Não porque haja um cuidado imenso por parte do hospital, mas sim por conta da demora para receber o resultado dos exames que não me diriam nada, apenas que eu tenho uma virose. Qual? "Não sei", me responde a médica, que tinha acabado de entrar no turno dela e me repetia as perguntas que deveriam estar no prontuário à frente dela, que ela não lia, provavelmente.
Sou repórter, ontém estive no Hospital Geral Roberto Santos como jornalista e vi o atendimento prestado lá aos pacientes, com ou sem Dengue e viroses. Salas de espera cheias. Espera para fazer exames. Espera para recebê-los. Hoje, no hospital particular, me senti na mesma situação. Dá vontade de virar para o plano de saúde e vociferar: quero meu dinheiro de volta.
Em São Paulo, um sisteminha criado para protegero consumidor devolve parte da saúde mental deles. é uma espécie de cadastro onde constam telefones de clientes a serem repassados para operadoras de telemarketing. O motivo? PROIBIR que elas liguem para esses números. Acabo de receber, emnquanto escrevia aqui, mais uma ligação da GVT, a oitava. A sétima foi ontem. Quero, como os paulistas, a minha paz de volta. Quem diria. Um baiano invejando a paz dos paulistas...
Agora deixa eu deitar. Quero minha saúde de volta. E tomara que a GVT não me ligue enquanto eu estiver dormindo...